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Nas luzes do teu palco,no rebuliço dos bastidores,no burburinho da platéia,tantas histórias se passaram improvisadas pelos actores. Quem de fora vê a lona e imagina o espetáculo,na verdade, não faz ideia das dores e dos amores,alegrias e dificuldades, da vida que ali se oculta, confundindo show com realidades.
Desta vez é que vou. Vou partir com o circo. Vou tocar o trompete, vou vender chiclete. Pinto as unhas de verde, calço as botas de cano com que sempre sonhei, ajudo a desdobrar o tapete do mágico com que vai ocultar a hora de cortar a mulher deslumbrante em três partes distintas. E o público a pensar: se algo correr mal,como é, coitadita,quem a vai consertar? E eu por dentro de tudo a saber como é. Ai ai...
Num registo um pouco diferente do habitual, hoje convido-vos para uma ida ao circo. O maior espectáculo do mundo anda por aí. Se eu demorar um pouco mais, não se assustem. Talvez me tenham passado a chamar Mimi. Por uns tempos. Só por uns tempos. Entretanto, que a Magia vos acompanhe.